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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Alimentação da nutriz

Olá, mamães! Tudo bem?

Eu e, provavelmente, muitas de vocês têm dúvidas acerca dos alimentos que devemos ingerir no período em que estamos amamentando, para conseguir suprir todas as necessidades nutricionais de nossos bebês, através do leite materno.

Recebi uma lista de alimentos que não deveria comer, para evitar as indesejáveis cólicas na Estela, tais como feijão, brócolis, repolho, entre outros, sob a justificativa de que lhe causariam mais gases.

Porém, não há qualquer comprovação científica de que estes ou outros alimentos provoquem cólicas nos bebês. Desta forma, não achei certo excluir da minha alimentação itens tão importantes como os relacionados acima, pois são fontes de diversas vitaminas e sais minerais. O período de amamentação não é o momento para dietas restritivas, pois podem comprometer a saúde e desenvolvimento do bebê.
 
O feijão, por exemplo, "é fonte de vitaminas B1, B2, B3 e, ainda, de B9. Esta última colabora para o bom funcionamento do sistema nervoso e da medula óssea. Possui sais minerais - como potássio, ferro, fósforo, cálcio, cobre, zinco e magnésio - e lisina, aminoácido essencial (aquele que o corpo não produz, mas é necessário ao organismo), que contribui para o crescimento de crianças e adolescentes e para a restauração de tecidos." (fonte -  Hospital Albert Einstein)
 
O brócolis, por sua vez, é rico em cálcio, ácido fólico e vitaminas A e C.
 
Por derradeiro, o repolho é fonte de vitaminas C, B1, B2, E e K, além de sais minerais como fósforo e cálcio. (fonte - Embrapa Hortaliças)
 
A  nutriz deverá ter uma alimentação equilibrada e fracionada, fazendo  6 refeições/dia, com intervalos regulares (normalmente de três em três horas), compostas por muitas frutas, legumes e verduras, além de consumir MUITA ÁGUA.
Quanto as cólicas, o ideal é observar a resposta do organismo do bebê, diante da ingestão de determinados alimentos pela nutriz. Se aqueles citados acima, de fato, desencadearem piora nas cólicas, basta que a mãe diminua a quantidade.
Ouvi casos em que essa piora fora causada por pratos excessivamente condimentados e pelo consumo de chocolate!!
 
O que os pediatras têm como certo mesmo é que, as cólicas dos bebês estão relacionadas  à imaturidade do intestino deles e, os gases aumentam em razão do ar que engolem ao mamar, caso a "pega" no peito esteja incorreta. Importante, pois, verificarmos se o bebê está sugando do modo certo, como ilustra a foto a seguir:
 

Foto: www.personalbebe.com.br


 
E claro, logo após a mamada, colocar o bebê na posição vertical e bater levemente nas costinhas, para arrotar.
 
Por fim, o que todas nós já sabemos: não consumir álcool, não fumar e evitar cafeína, isto é, café, chá verde, chá preto, chocolate, etc.
A pediatra das minhas filhas liberou apenas um café por dia para eu tomar. Quanto ao chocolate, tive umas recaídas, mas estou parando de vez....que difícil!!!!

Tudo pelo nosso bem maior! Vale a pena!
 
Beijossss

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Receitas com abacate

Oi mamães!!!!

Quem me acompanha no instagram (@blog_corujando) já percebeu que entrei nessa onda saudável que invandiu as redes sociais. Não gosto muito das modinhas e, principalmente, dos clichês que viram hit na web, mas essa eu apoiei e aderi mesmo, pois beneficia todo mundo (inclusive eu e minha família)!!
Vejo as pessoas compartilhando informações que aprenderam sobre algum alimento, receitas saudáveis que testaram e todos incentivando uns ao outros, para o alcance do objetivo.

Eu cheguei aos 80 kg na gravidez, sendo que tenho 1,60 de altura, motivo pelo qual quis muito perder esses quilos adquiridos, logo após o parto. Porém, tenho que ir com cuidado, aos poucos, pois estou amamentando. Não posso, de jeito nenhum, fazer dietas restritivas. Em verdade, nunca tive essa pretensão, pois tais dietas só duram até perdermos o peso que almejamos. Depois, engordamos tudo de novo. O ideal é a reeducação alimentar, a qual aproveita tanto o desejo da perda de peso, quanto a amamentação.
 
Eu desandei na gravidez, hahaha, comi muito, especialmente doces. Agora, estou comendo mais frutas, legumes e verduras, alimentos integrais, leite desnatado ou semi-desnatado e diminuindo os doces.
 
Hoje, darei duas receitas com abacate:


Vitamina de abacate:
 
- 1 abacate médio
- 3 copos de leite
- 2 colheres de sopa de açúcar (usei o açúcar cristal orgânico)
 
Bata tudo no liquidificador e sirva (rende de 3 a 4 porções).

 

Suco verde:
 
- 1/2 maçã com casca
- 1/2 abacate
- 3 cubos de gelo de couve
- Agave à gosto (coloquei um pouquinho, só pra dar uma adoçada)
- água
 
Comecei a receita no dia anterior. Eu bati duas folhas grandes de couve no liquidificador, com água necessária para deixar uma consistência líquida. Consegui encher duas fôrmas de gelo, que pretendo usar pra fazer vários sucos. Claro que você poderá bater a couve diretamente com ou outros ingredientes na hora de servir, mas congelar é uma maneira prática e eficaz de conservar os nutrientes da couve. O suco verde é uma das poucas formas de consumo da couve crua, possibilitando a absorção das excelentes propriedades que possui, já que estas se perdem, quando a couve é refogada. 
No dia seguite, coloquei no mixer a metade da maçã, do abacate, os 3 gelos de couve, agave e água, esta em quantidade suficiente para deixar o suco do jeito que gosto. Uns preferem mais líquido, outros mais pastoso, então, a água é à gosto. (Rende 2 porções)




O abacate é rico em vitamina A, C e E, potássio e ácido fólico (excelente para as grávidas). Além disso, tem um sabor muito agradável, de fácil aceitação das crianças!!
 
A casca da maçã é rica em nutrientes e propriedades antioxidantes, por isso, aproveite-a também!!!
 
Beijosss

segunda-feira, 17 de março de 2014

Amamamentação em livre demanda

A princípio, gostaria de ressaltar que, com esse blog, não tenho qualquer pretensão de ditar regras ou escrever o que as mães devem fazer com seus filhos. Pelo contrário, procuro demonstrar que, na maternidade, não existe certo e errado. Cada bebê é diferente e, não devemos buscar a padronização do comportamento deles, com fórmulas pré-estabelecidas. Por tal razão, nunca gostei muito de livros que prometem dar a receita do sono perfeito do bebê ou aqueles que indicam como a mãe deve agir com sua criança para que ela seja de tal maneira. O que faço aqui é relatar minhas experiências, dar dicas de coisas que deram certo para mim, expor opiniões sobre educação ou nutrição, com base naquilo que estudei a respeito, etc.
Se há algo que deve ser comum a todas as mães, esse é o amor.  E não pensem que a expressão do amor, em excesso, é ruim. Amor demais não traz qualquer malefício, não forma crianças mimadas, até porque, falar não à um filho é também um ato de amor, e dos maiores, pois como é difícil essa tarefa!
Quis escrever isso para introduzir dois posts que venho ensaiando há algum tempo: o sono do bebê e a amamentação.
 
Isso porque minhas escolhas referentes a tais assuntos são um tanto controvertidas e já me renderam vários olhares tortos e torções de nariz!!
 
Começarei pelo segundo caso, pois não gera tanta polêmica quanto o primeiro, haha.


 
Minha opção foi a amamentação em livre demanda. Foi assim já com a Isabela (minha primeira filha), mas só depois de ter sofrido muito por não entender o motivo de seus choros constantes. Não tinha orientação e, o máximo que me falaram foi: dar de mamar de 3 em 3 horas / choro de bebê é fome, fralda suja ou sono - não estou contando as cólicas, pois estas eu conseguia identificar.
Ela começava a chorar, lá ia eu checar a fralda: estava limpa....ela tinha acabado de dormir...não tinha dado ainda o intervalo de 3 horas desde a última mamada...o que eu fazia?!! Ficava desesperada!
 
Ela queria mamar, porque as vezes o bebê sente sede antes do horário que estabelecemos, principalmente no calor. Pode sentir fome mais vezes em um dia do que no outro, assim como nós. Além disso, amamentação é mais do que um ato de nutrir o bebê, é um ato de carinho, é o contato, o colo, o toque, o cheiro e o bebê sente falta disso também. Eu pratico a maternidade instintiva e com apego, razão pela qual fiz essa opção de amamentação. Porém, essa "modalidade" por livre demanda não significa que precisamos estar à disposição do bebê 24hrs por dia. Ele mesmo aprende a regular seus horários, de acordo com sua sensação de saciedade - o que será um grande aliado contra a obesidade no futuro.
A livre demanda, ao contrário do que pensam, me libertou e não escravizou. Me libertou do relógio, me libertou do pré-fixado e me libertou para meu bebê, para eu entendê-lo e atendê-lo da forma que achei mais apropriada.
Livre demanda significa dar de mamar quando o bebê quer/precisa, mas também quando a mãe quer, sem olhar no relógio, independente da última mamada ter sido há 10 minutos ou há 3 horas.
A Estela já está se auto-regulando e, sozinha, definirá seus próprios horários, livre de um "cronograma".
 
Dou de mamar para a Estela nesse ritmo e tenho tempo para a Isabela, para fazer comida, trabalhar (de casa), ficar com meu marido, ler livros e até fazer exercícios físicos. No ultimo sábado, inclusive, fiz algo que não imaginei fazer tão cedo: fui ao cabeleireiro sozinha. Deixei as duas com meu marido, dei de mamar para a Estela e fui ao salão perto da minha casa. Ela dormiu e, quando acordou, ficou tranquila, sem qualquer choro ou reclamação.
 
Com relação a Isabela, amamentei os seis meses de forma exclusiva e estendi até que completasse um ano e meio. Com a amamentação por livre demanda, nunca precisei dar à ela complementos, sempre tive muito leite e ela ganhou o peso que precisava. O desmame foi tranquilo, pois mostrei a ela que, embora não tivesse mais o peito, sempre teria o colo. Pegava-a no colo da mesma forma que fazia para dar de mamar, mas dava o outro alimento.

Não sei por quê as pessoas insistem em bradar por todos os cantos "não pegue muito o bebê no colo, senão ele se acostumará mal"; "não o console, deixe-o chorar"; não faça isso, não faça aquilo! Na minha opinião, temos que pegar o bebê no colo SIM, consolá-lo SIM! De onde tiraram que dar carinho, colo, estar perto da criança lhe faria mal?
O afeto é tão importante para o desenvolvimento da criança quanto o alimento. Tal premissa restou provada por Harry Harlow e seu experimento com macacos. A experiência - cruel, diga-se de passagem - consistia em tirar os macacos da mãe, logo nos primeiros momentos de vida, e deixá-los com uma "mãe substituta". No primeiro momento era um cobertor e observou-se como os macacos se apegavam à ele.
Posteriormente ele colocou uma "mãe" de arame, que fornecia alimento e uma "mãe" feita de tecido macio e felpudo, que não fornecia qualquer alimento. Observou-se que o macaco procurava o alimento na "mãe" de arame, mas apegou-se à mãe macia, buscando o afeto.
 
Como ensinava o médico francês Frederick Leboyer:
 
“Ser carregadas, embaladas, acariciadas, tocadas, massageadas, cada uma dessas coisas é alimento para as crianças pequenas. Tão indispensáveis, se não mais, que vitaminas, sais minerais e proteínas. Quando privadas de tudo isso e do cheiro e do calor e da voz que tão bem conhecem, as crianças, ainda que estejam fartas de leite, se deixam morrer de fome”.
 
 
Referência: www.aleitamento.com
Foto: bebe.abril.com.br

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Transtornos psicológicos pós-parto

 
Olá mamães!
 
Hoje dividirei com vocês a minha experiência e o que aprendi a respeito dos transtornos psicológicos do pós-parto.
 
Depois do nascimento do bebê, ocorrem mudanças bruscas nos níveis hormonais da mulher, além de mudanças no corpo e estilo de vida.
 
Temos que nos adaptar a um novo papel, tornamo-nos responsáveis por uma vida, nos isolamos socialmente e ficamos privadas do sono.
 
Isso tudo faz com que o pós-parto seja o período em que a mulher se encontra mais vulnerável a transtornos psicológicos, os quais foram divididos em três tipos e denominados como: disforia puerperal (também conhecido como blues - tristeza/melancolia - puerperal), depressão e psicose. 
 
A disforia puerperal, pela qual passei na primeira gestação e venho passando nessa segunda, de maneira um pouco mais branda, atinge grande parte das mulheres. É o transtorno mais leve dos três tipos mencionados.
Nós ficamos sensíveis, choramos por qualquer coisa e perdemos o apetite. Esses sintomas aparecem logo após o nascimento do bebê e desaparecem em, no máximo, duas semanas.
 
Na minha primeira gravidez, lembro que experimentei esses sintomas de modo mais intenso, até por ser tudo uma novidade. Fiquei excessivamente preocupada com minha filha, achando que algo aconteceria com ela. Não deixava ninguém pegá-la, com medo que a deixassem cair. Quando tive que sair com ela para dar vacina, chorei o caminho inteiro. Eu estava me adaptando ao fato de ser responsável por uma vida que, rapidamente tornou-se o centro da minha. Chorava com extrema facilidade.
Dessa vez, venho sentindo uma certa melancolia, principalmente no momento da amamentação. Também ficou muito evidente a falta de apetite, simplesmente porque se existe algo que nunca me faltou, isso foi o apetite, hahahha.
 
O blues puerperal desaparece espontâneamente, sem a necessidade de medicamentos ou tratamentos psicológicos. Porém, seu médico até poderá te receitar um remedinho para você se sentir melhor. O apoio da família e amigos também é importante.
 
Já a depressão pós-parto aparece nos meses que seguem o nascimento, podendo surgir até um ano depois deste. Seus sintomas são "humor deprimido, perda de prazer e interesse nas atividades, alteração de peso e/ou apetite, alteração de sono, agitação ou retardo psicomotor, sensação de fadiga, sentimento de inutilidade ou culpa, dificuldade para concentrar-se ou tomar decisões e até pensamentos de morte ou suicídio" (Revista de Psiquiatria Clínica  - Departamento e Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP).
 
A depresssão pós-parto atinge 10% das mulheres, exige diagnóstico rápido e tratamento com anti-depressivos. Isto porque, a relação mãe-bebê pode ficar comprometida quando a mulher está com DPP, prejudicando, inclusive, o desenvolvimento da criança.
As mães que sofrem de depressão tendem a ser menos afetuosas com a criança e a interromper a amamentação.
 
Por fim, o caso mais grave desses transtornos é denominado psicose pós-parto. "Os sintomas iniciais são euforia, humor irritável, logorreia, agitação e insônia. Aparecem, então, delírios, ideias persecutórias, alucinações e comportamento desorganizado, desorientação, confusão mental, perplexidade e despersonalização".
 
Este transtorno atinge 4 entre 1.000 mulheres, estando mais suscetíveis aquelas que sofrem de bipolaridade.
Nesses casos, o tratamento é mesmo a internação hospitalar.
 
Por isso mamães, fiquem alertas e, se identificarem algum desses transtornos, não tenham receio de admití-lo e buscar ajuda.
 
Beijoss
 
Obs: Leitores que queiram entrar em contato com o blog, informo que o e-mail do campo 'publicidade' está com alguns probleminhas. Peço a gentileza de entrarem em contato, por enquanto, através do ca_cotrim@hotmail.com . Obrigada!

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Amamentação tranquila

Olá mamães!! Tudo bem?
 
Finalmente quebrando o jejum de posts!!!! Além do feriadinho que passou ter servido para descansar e celebrar a páscoa, a nova integrante da família (minha sobrinha) merecia atenção, o que me deixou completamente off...Às vezes é bom, né?!
 
Não que eu esteja fazendo muita coisa, só corujando mesmo, pois os pais estão 100%!! Nessas horas, relembro muitas coisas que passei com a Isa e percebo que algumas novidades apareceram para melhorar nossas vidas.
 
Já contei aqui que sofri um pouquinho com as fissuras nos seios, por causa da amamentação e ressaltei que, hoje em dia, não precisaríamos mais passar por isso, já que existe a concha de amamentação e a pomada de hidratação.
 
Porém, minha irmã teve as famigeradas rachaduras, mesmo com esses 2 itens importantíssimos em mãos. Então, resolvi comprar para ela um absorvente para amamentação que não encontrei na época do nascimento da Isa e deu EXCELENTES resultados: MAMARE.


Mamare é um disco transparente a base de gel que, graças a sua composição, oferece proteção aos seios, bem como trata as indesejáveis fissuras.
 
É composto de três componentes primários: água, glicerina e poliacrilamida.
 
O produto absorve o excesso de leite, mas preserva a pomada de lanolina que passamos para hidratar o seio (geralmente a lansinoh ou lanidrat).
 
Ótima dica para as grávidas e recém-mamães, né?!!! Sempre bom ter mais um aliado para uma amamentação tranquila no mercado!!
 
Beijossss